Campinas inicia vacinação contra sarampo para adultos de 20 a 29 anos

Campinas inicia na segunda-feira, dia 18 de novembro, a segunda etapa da campanha de intensificação da vacina contra o sarampo. A estratégia será voltada para adultos com idade entre 20 e 29 anos. As doses estarão disponíveis nos 66 centros de saúde da cidade.

“Essa faixa etária atendida nesta etapa da campanha é a que tem se concentrado o segundo maior número de casos da doença. Muitas pessoas entre 20 e 29 anos têm apenas uma dose contra o sarampo, pois a segunda foi introduzida em 2005. É necessário ter duas doses registradas na carteira”, explica a coordenadora da Vigilância de Agravos e Doenças Transmissíveis, Valéria Almeida.

A campanha termina em 30 de novembro, que também será o Dia D. Em Campinas, cerca de 85 mil pessoas de todas as faixas etárias tomaram a vacina contra o sarampo em 2019. Esta fase da campanha, que acontece também em nível nacional, visa intensificar a vacinação para garantir o máximo de cobertura vacinal. A primeira fase aconteceu entre 7 e 25 de outubro e foi voltada para crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias).

 

Situação da doença

Dados de novo boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde nesta quinta-feira, dia 14 de novembro, apontam 102 casos de sarampo confirmados em Campinas. Os casos foram notificados entre 8 de julho e hoje.

Dos 102 casos, 30 são em menores de um ano; 22 são em crianças entre 1 ano e 4 anos; cinco em crianças entre 5 e 9 anos; três entre 10 e 14 anos; oito de 15 a 19 anos; outros 22 são em adultos na faixa etária entre 20 e 34 anos; dez são na faixa entre 35 e 49 anos de idade; e ainda há dois casos entre 50 e 64 anos. Não houve óbitos.

 

Recomendações

Pessoas com sintomas de sarampo devem procurar imediatamente o atendimento médico e manter o afastamento social. Os sinais incluem febre, conjuntivite, tosse, coriza e vermelhidão no corpo.

 

Situação no Brasil

Após ter sido considerado eliminado no Brasil, o sarampo voltou a registrar casos no país em 2018, inicialmente em Roraima e no Amazonas. O impulso para o retorno da doença foi a entrada de casos importados e a baixa cobertura vacinal no Brasil. A situação fez o Brasil perder o certificado de país livre da doença, o qual havia sido entregue pela Organização Panamericana de Saúde (Opas) em 2016. Contribuiu também a disseminação de informações falsas sobre a vacina.